Significado de Xangô


O que é Xangô



Xangô é um substantivo masculino singular e tem seu termo originário da língua iorubá, trazendo como significado “senhor do fogo oculto”.

Xangô é o nome dado a uma entidade ou orixá muito venerado pelas religiões afro-brasileiras.

Xangô, para essas religiões, é o Deus dos trovões, raios, cargas elétricas e do fogo. Essa entidade, de acordo com a lenda dos povos antigos, era violenta e justiceira, além de ser atrevida e viril. Ele castigava os ladrões, malfeitores e mentirosos.

Relacionado com outras religiões e mitologias, Xangô seria o Deus Zeus – da mitologia grega –, o Tupã para o povo Tupi-Guarani, o Odin para o povo nórdico e Júpiter na mitologia romana.

 

O que é Xangô?

Xangô, em sua história, teve três divindades como esposas, chamadas Iansã, Oxum e Obá. Em sua época como rei, ele usava todo o seu esforço para conquistar novos territórios.

Embora o seu caráter fosse considerado autoritário e sua justiça violenta, Xangô é conhecido por ser o protetor e defensor dos intelectuais. Por esse motivo, essa entidade é vista como um mestre da sabedoria, cultuando a justiça e o poder da política.

Seus elementos são a rocha, representada pelo fato de submeter uma justiça dura, mas justa, e o fogo.

Além de seus elementos, o símbolo principal do orixá Xangô é o Oxé, ou também chamado de “Machado de Xangô”. É uma arma constituída de duas lâminas criada e esculpida em metal ou madeira que denotava seu espírito e inclinação como guerreiro.

As religiões afro-brasileiros que cultuam Xangô são a umbanda e o candomblé. Elas realizam celebrações e cultos como homenagem a ele e é considerado o filho de Iemanjá.

A religião candomblé foi trazida para o Brasil a partir da África, ainda no século XVI, através do povo iorubá.

 

Outras divindades

Assim como Xangô, outros orixás são conhecidos e venerados pelo povo africano e trazidos para o Brasil. A associação de santos católicos com os orixás é chamada de sincretismo religioso.

Uma conhecida é o Exu, com sua figura voltada ao princípio e à transformação. É o mais famoso na cultura do povo iorubá, considerado o guardião de aldeias e cidades. Exu, na religião cristã, tem sua comparação confusa com Satanás, o mal em pessoa, que dissemina a discórdia nos seres humanos.

Orixá muito adorada nas religiões afro-brasileiras, candomblé e umbanda, é Oxum, dona dos rios e cachoeiras. Ela é vista como a deusa da beleza e do amor, além da fertilidade e maternidade. Ogum é a Nossa Senhora da Conceição, na religião cristã, em muitos estados do Brasil.

Iansã é chamada de rainha das tempestades, ventos e raios e, na religião cristã, é a Santa Bárbara.

Já Obá (irmã de Iansã) é uma divindade poderosa e agressiva, e ao mesmo tempo feminina e ingênua, está sempre associada com a força transformadora das águas revoltas.

Xangô também foi sincretizado para a religião cristã, sendo que sua associação pode acontecer com São Jerônimo.

Iemanjá é uma deusa muito adorada no Brasil, vista como a deusa dos mares e oceanos, protegendo pescadores (em religiões diversas, ela é a padroeira dos pescadores) e também chamada de deusa do amor.

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